quinta-feira, dezembro 29

Ser

   

Quando observo os verdes dos pastos e o cinza do asfalto, não consigo definir o que me toma; ora a possibilidade de ambos serem tão primitivos quanto aqueles que julgam estarem num patamar superior.

A vida esta passando em minha frente, e eu ainda não consigo me estabilizar. Embora seja eu um morador do asfalto, seria meu verdadeiro habitat os verdes dos pastos?

Ontem o sono demorou-se a vir, rolei-me na cama em busca de uma resposta pelo o que eu tinha visto mais cedo. 
O coração batia acelerado e dava pra ouvir o som que vinha do tic-e-tac do relógio. 
As horas não passavam, e embora eu estiver-se com bastante sono, aquela triste sensação torturava-me em continuar.
                                      
Pensava no homem, na humanidade, no ser, em mim, na minha vida, e quanto mais eu pensava, mais era desesperador saber que eu faço parte deste "existir". 
Ora, eu não queria acreditar, mas, a verdade insistia em cutucar-me toda a hora.

O que tinha visto mais cedo não era de fato tão merecedor da minha tamanha preocupação, mas o que pesava-me era o fato da dualidade do ser, em ser divido entre o bem e o mal, o branco e o escuro, a luz e as trevas. 

Para muitos aquilo podia ser considerado um mero devaneio, mas para mim era desesperador saber que eu fazia parte de tudo, que minhas esperanças e vontades de mudar o mundo de nada adiantariam, por que enquanto existir vida, tudo será exatamente da mesma forma.

Lembrei-me também dos filósofos, que ousaram em pensar sobre a humanidade, sugeriram filosofias e mudanças, e como resultado? não obtiveram resultado algum.

Depois ali na solidão da madrugada, fui percebendo que o sono vinha chegando, meus olhos iam se fechando, e eu tive a conclusão de que meus vãos pensamentos de nada me adiantariam.


                                                                                                         




0 comentários:

Postar um comentário